terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"tem certos dias em que eu penso em minha gente"


nunca é tarde para aprender. por esses dias aprendi sobre tristeza, falta, conforto e conquistas. o ano, agora já nos últimos dias, se despede cheio de nostalgia, mas com esperança.

tenho pensado muito na minha vida. peito apertado, saudades profundas, como se vivesse meio que anestesiado, sem me notar.

(mas coisas acontecem - boas e ruins - e de repente eu me dou conta de que estou vivo, ainda com capacidade de me emocionar, de sofrer, de acreditar que não tudo, mas algumas coisas, podem sim ser diferentes)

às vezes, tudo de que precisamos é um abraço e uma plavra amiga, que nem sempre chega, não por não haver, mas por conta da distância, que teima em tocar fundo na lembrança do que é o cheiro, a cor, a fisionomia.

como diria chico, "tem certos dias em que eu penso em minha gente, e sinto assim todo o meu peito se apertar. por que parece que acontece de repente...". tenho estado assim, com saudade da minha gente, dos meus amigos antigos, dos meus lugares antigos, do meu eu antigo. não há conforto, senão revendo fotos, que às vezes tenho dificuldade em me reconhecer nelas.

comecei essa semana a trabalhar um texto para o ano que vem. parte da minha tristeza aplaco trabalhando, ou senão escrevendo. essas noites tão quentes como tem sido em belo horizonte, me tiram o sono e me causam sentimentos estranhos, profundos, pensativos. me dá vontade de pensar. tá, e um pouco de escrever. escrever não tem sido fácil. na tentativa de evitar escrever textos pesados, tristes e melancólicos, evito escrever. quero escrever sobre coisas boas, positivas, mas não sai. sou mais triste no que escrevo do que no que vivo, definitivamente. quem me conhece (e me lê) deve saber disso.

as confusões do rio, dessa semana, me assustaram e me devolveram esperanças de que as coisas podem melhorar. quis escrever um post de incentivo, pedindo que os cariocas continuassem acreditando, que tudo iria (irá) se resolver, mas não me achei com competência para fazer isso. (quem sou eu...)

saudades do rio, que vou matar essa semana. vôo pra lá pro "encontro internacional de TV" e aproveito para rever meus grandes amigos seani, jack e liv.

beijo pra liv, que fez aniversário hoje e pro thiago meira que fica mais velho daqui a pouco.

no trabalho, novas responsabilidades, novos afazeres, novos desafios. profissionalmente, estou muito feliz e o coração também, vai bem, obrigado, batendo por uma pessoa muito especial.

por hoje é só. tô um pouco sem graça por ter deixado esse espaço meio abandonado mas vou me esforçar para que isso não volte a acontecer. acho que aos poucos o sentirei meu de novo e assim o discurso deve correr mais solto. ainda não aprendi a dominar o que escrevo.

ao som de "gente humilde", de chico buarque, na voz de renato russo

Um comentário:

Karina Campos disse...

Poeta e escritor não tem escolha; as coisas vêm e temos que expressar, senão, vomitamos! Abraço, e um 2011 maravilhoso! Feliz Natal para vc e toda sua família! Muita luz! Karina.