
Pareço uma criança sempre que tenho oportunidade de falar sobre teatro. Como encontrar pessoas tão interessadas quanto eu no assunto está cada dia mais difícil, resolvi escrever. Escrevendo, encontrei uma forma de manifestar toda a minha indignação com a Campanha de Popularização do Teatro, aqui de Belo Horizonte.
Fico indignado com essa campanha, que pra mim, é de popularização da Secretaria de Cultura e não do teatro. Teatro não é isso aí que tem lotado as platéias de Belo Horizonte. As pessoas esperam o ano inteiro para, quando chega a tal campanha, enfrentar uma hora de fila no Mercado das Flores para comprar ingresso a 10 reais - considerando isso preço popular - para assistir à montagens de péssimo gosto, com alto teor de preconceito e doses cavalares de exagero, que vai do figurino à interpretação.
São tantos espetáculos, que surgem teatros que eu nunca ouvi falar. Acabam com a imagem do teatro e ninguém faz nada.
Esse ano, decidi não compactuar com essa desvalorização. Não vou assistir à espetáculo nenhum desses com temática de "bichinha", de "suburbano da zona norte", de "briguinhas ridículas" de casais, entre outras pedidas de um cardápio recheado de porcarias. Assovios e risadas soltas da platéia, pra mim, não significa sucesso. Antes de me fazer rir, o teatro deve me fazer pensar.
Certamente quem faz a seleção dos espetáculos que vão para a campanha de popularização, não deve ir ao teatro.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Rir ou pensar?
Postado por nelio souto às 15:52 1 comentários
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Quem sou eu?

Por muito tempo não soube responder a essa pergunta.
Por muito tempo fui quem quiseram que eu fosse e achava que esse era eu.
Quanta ingenuidade!
Hoje não mais.
Anônimo, conhecido, ignorado, querido, amado...
Acredito nas pessoas, enquanto posso.
De longe, mais um, qualquer talvez;
De perto, legal, bacana, por vezes mal interpretado.
De dentro, meu melhor.
Sonhador.
Um poeta cético que acredita na simplicidade.
É nela que meus olhos alcançam a beleza.
Agora sou bom, não mais bobo.
Gosto de poesia porque essa me fala à alma.
Gosto de música por que essa me acalanta o espírito.
Gosto de caminhar por que assim, me liberto das tensões do dia-a-dia.
Gosto de mato por que às vezes me canso de gente.
Gosto de ficar sozinho por que às vezes preciso um pouco da minha própria companhia (a pior solidão é aquela que se sente quando se está rodeado de pessoas).
Há quem experimente diariamente minha doçura, por me permitir sê-lo doce.
Não como batata barôa, mas como jiló.
O cinema me faz sonhar e me trás o mundo.
Escrevo porque minha vida é muito boa para passar em branco.
Amo meus amigos e divido com eles parte dos meus sonhos (são muitos e não dou conta de sonhá-los sozinho).
Minha família é meu chão, meu porto seguro. São os braços que me acolherão, caso o mundo me vire as costas.
Gosto de sol, praia, mas também de chuva, lareira e vinho.
Detesto ingratidão.
Detesto memória curta.
Admiro pessoas inteligentes, desde que não sejam arrogantes.
Sou habilitado para amar, fazer feliz.
Também tenho licença para ser bom amigo, o dito companheiro de todas as horas.
Não sou só isso, nem tudo aquilo, nem assim, nem assado, mas permito conhecer-me.
Sou o que, na intensidade da vida maravilhosa que tenho, ela me permite ser. E quando ela não mais permitir, serei minha essência,
sim, por que essa,
minha essência,
ninguém me tirará,
mesmo que me tirem a vida.
Postado por nelio souto às 14:48 4 comentários

















