terça-feira, 11 de agosto de 2009

iracema, cinema e outra grande referência


eu e sheila, no show do "mamute" foto: déia


sensiblidade é tudo.

me orgulho de pessoas que tem capacidade de me fazer pensar, me chamar e me tirar de dentro de mim. não me explicam o mundo (por que eu acho que o mundo não se explica) mas despertam em mim, minha própria explicação de mim mesmo.

entendo melhor o mundo, me entendendo.

o cinema tem me fascinado. é muito mais do que eu imaginei que fosse. é mais denso, mais mágico, mais forte, mais admirável...

a doçura e companheirismo de quem tem me apresentado o mundo (do cinema, que me apresenta o das pessoas, que me apresentam o das coisas, e assim segue-se a cadeia) tem me feito melhor. me fazer melhor é tudo de que preciso para me relacionar antes de mais nada, comigo mesmo. um paradoxo. ir de encontro a mim para encontrar o mundo.

"mundo, mundo, vasto mundo"

e no chope do pelicano, "iracema" tem me feito em doses, a apresentação da sétima arte (iracema em homenagem à seu vestido verde, faixa no cabelo, brinco de penas, ...). ela explica e eu sinto.

pausa para acender, ritualisticamente, um cigarro de palha. (ninguém acende um cigarro de palha com tamanha categoria. cigarro de pallha nas mãos de "iracema" é charuto fino, comprado no mercado central. o cigarro).

e os gestos, de dedos finos, alvos, desenham no ar uma melodia.
eu sou orquestra.

os olhos claros, vívidos duelam na atenção com os movimentos sincrônicos. tiradas de sorriso dócil encerra a estrofe. sim, por que sheila, fala música. por isso seus dedos lânguidos orquestram.

é sheila, minha "iracema". também é dona branca.
não é nome, é essência, que se espalha, se mistura (com um perfume suavemente bom), se compõe.
nos compõe.
me compõe.

e sheila, de tanto ter a dizer, faz filmes, escreve poemas, interpreta personagens, cria (nem precisava, mas é designer), ama...

são muitas, suas doses. compartilho aqui (para apreciação) apenas uma delas, traduzida na sensibilidade que me faz pensar, da que falo no início do post.

que liberdade?
roteiro e direção de sheila sampaio

4 comentários:

Hélio Monteiro disse...

Nas palavras dele, ela vira poesia, melodia e outras coisas que soh essa garota pode oferecer!

Ps: sem acento no meu pc.

Dona Branca disse...

É lindo o que me escreves "aquarela".Bj

Andréa Sannazzaro disse...

haammm
eu acho que não preciso nem comentar neh!?!
vcs são um achado na mnha vida... ambos falaram bem!! cada um em seu espaço, que a proposito meu diretor, é como vc cheio de bagagem, gosto da tua comunicação!!
gosto daqui... sempre me enriquece..
bom te ler!!
^^

beijoss!!

Ana Tartarotti disse...

Olá Nélio. Obrigada pela visita em meu blog. Adorei o teu, achei ótimo o conteúdo e os textos. E adorei tb o design.
Abs.