segunda-feira, 15 de junho de 2009

LITERATURA - A legibilidade do ilegível, organizado pelos professores Virgílio de Mattos e João Batista Moreira Pinto.


A obra, resultado de um honrável trabalho dos professores Virgílio de Mattos e João Batista Moreira Pinto, da Escola Superior Dom Helder Câmara, trás redações escritas pelas presas do Complexo Penitenciário Feminino Estêvão Pinto (CPFEP). Os organizadores criaram um concurso onde as autoras das redações premiadas ganhariam um prêmio que elas mesmas escolhessem. O resultado foi uma lista surpreendente que os autores publicam no livro, junto com as redações premiadas no concurso. Entre os prêmios mais pedidos estão calças jeans e o Código Penal.

O texto nos permite adentrar na vida e nos anseios das autoras, que encontram no papel e na caneta, um desabafo, como se elas escrevessem para algum parente ou alguém com quem elas pudessem desabafar, falar de suas dores. O mais impressionante é a semelhança entre os textos produzidos. Parece que todos tiveram a mesma fonte de inspiração e embora cada história narrada tenha sua singularidade, todas são unânimes quando falam da falta de oportunidades e de esperança em um dia tê-la.

O livro tem leitura fácil e envolvente. Deveria ser lido por pessoas que se interessam por causas sociais, mas também por qualquer cidadão que se predisponha a abrir seus horizontes a fim de exercitar sua visão crítica do mundo e da sociedade. A obra é a voz de quem não tem a quem falar.

O livro pode ser adquirido na Fundação Movimento Direito e Cidadania (Rua da Bahia, 1032/14º andar), e nas livrarias Scriptum, Quixote e Ouvidor. Para contactar o grupo de pesquisa, basta entrar em contato pelo e-mail pesquisa@domhelder.edu.br, ou pelo telefone (31) 2125-8800.

2 comentários:

João Killer disse...

Na verdade quero mais é deixar um desabafo aqui. Estou sentindo falta de produções suas aqui no blog. Não que essas não sejam, mas quero ler textos sobre histórias e não textos com caráter informativo. Estou sentindo falta de textos que me faziam pensar. Esse é um dos motivos por não deixar mais comentários. Mas tenho sempre passado por aqui.

Nelio Souto disse...

Ow João. Legal você dizer isso, por que a algum tempo, uma pessoa comentou comigo que meu blog "tava muito agenda", e que eu "bem que poderia dar a ele uma cara mais informativa". Agora você me dizendo isso, acho que devo repensar um pouco o uso desse espaço. Confesso também que quando ouvi o conselho dessa pessoa, antes de você, cheguei a achar que talvez o que escrevo realmente me expusesse um pouco. Sei lá, talvez fosse o caso de usar um outro espaço para textos mais "amarradinhos" e continuar deixando esse espaço aqui para "fazer as pessoas pensarem". Valeu pela dica e continuo agradecido pela visita.
Abraço!