quinta-feira, 21 de maio de 2009

Dia da Língua Nacional

Hoje é dia da língua nacional. Não poderia deixar um dia como o de hoje passar em branco, até mesmo por que imagino que muita gente nem tenha conhecimento da comemoração, visto que não é feriado nacional nem nada.

Nós sabemos pouco sobre nossa língua, sobre nossos autores, sobre nossa cultura. Somos um povo que lê pouco, e consequentemente tem uma visão restrita do mundo. Acho que tomamos gosto pela leitura ainda nos primeiros anos de escola - foi assim comigo - e se assim não for, fica difícil nos tornarmos leitores quando adultos. Claro que há as leituras obrigatórias na escola, na faculdade, no trabalho, mas pra mim essa leitura é diferente. Ler bem, quem ler por paixão, quem tem ao livro como um companheiro, quem deixaria de dar uma volta no shopping (se mineiro, e na praia, se carioca) para acabar de ler aquele livro tão instigante.

E ler custa pouco, ou nada, como preferir. Os sebos oferecem títulos clássicos a preços módicos. Nunca vou me esquecer de uma vez que comprei na rua da Carioca "Four Great Tragedies", de Shakespeare, edição de 1948, publicado na pátria do próprio.

Em Belo Horizonte, recomendo o sebo "Central livros", na rua São Paulo 938, centro. A Central tem mais de onze mil exemplares, com preços apartir de R$ 3,00. Outra ótima opção é a "Livraria Horizonte", na rua Gajajaras 180, também no centro. Na Horizonte tem mais títulos de arte. Lá encontrei uma coleção das obras de Rodin por R$ 20,00.

No Rio há milhares de sebos. Os melhores são os do centro. Indico a Livraria "Champs Elisee" na praça Tiradentes 27, perto dos teatros João Caetano e Carlos Gomes (dois teatros quase que de frente, maravilha!). Outro, onde comprei o "Four Great Tragedies" é o Aimeé Gilbert, na rua da Carioca 38, no centro.

E em Belo Horizonte, para quem quer ler sem pagar nada por isso, a Faculdade Metodista Isabela Hendrix disponibiza sua biblioteca à comunidade, pasmem, 24 horas por dia, sete dias da semana. Insônia as quatro da manhã? Que tal uma dose de Drummond? Originalíssimo.

No Rio também tem livrarias 24 horas, com confortáveis poltronas, que você pode se sentar, escolher um título e lê-lo, bastando apenas que depois você o devolva a prateleira em condições perfeitas. Eu fiz muito isso. Li em uma hora "Pensamento chão" da Viviane Mosé, na "Letras & Expressões" Leblon (rua Visconde de Pirajá, 276).

Bom é isso. Desejo a todos um Feliz Dia da Língua Nacional. Que possamos entender melhor nossa lingua para maltratá-la menos.

Que me perdoem os incultos mas, ler é fundamental.

Ao som de "Corpitcho" de Maria Rita, letra de Ronaldo Barcellos / Picolé

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